No dia da cerimônia do Oscar, trazemos os três livros da atriz Fernanda Torres, que concorre ao prêmio de melhor atriz no filme “Ainda estou aqui”, como dicas para uma boa leitura. Dois romances e um livro de crônicas.
Fim
Em Fim, romance de estreia de Fernanda Torres, acompanhamos a vida de cinco amigos cariocas que, no ocaso de suas existências, revisitam memórias marcantes, frustrações e arrependimentos. Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro, cada um com suas peculiaridades, enfrentam a velhice e a morte com humor ácido e melancolia. Entre festas, casamentos, separações e manias, o grupo reflete sobre a limitação de horizontes e a falta de realização pessoal. Com personagens complexos e um retrato arguto da vida carioca, o livro equilibra graça, sexo e sol com uma profunda resignação diante do inevitável. Adaptado para a série Fim, lançada em 2023 no Globoplay.
Fim
Companhia das Letras
208 páginas
Sete anos
Após o sucesso do romance Fim, Fernanda Torres reúne em Sete anos uma coletânea de crônicas marcadas pelo humor e pelo tom confessional. Desde 2007, a autora colaborou com veículos como a revista piauí, onde estreou com um relato bem-humorado sobre o medo do ator ao entrar em cena, e a Veja Rio, de onde saíram textos como “Dercy” e “A Dança da Morte”. Também escreveu perfis e relatos divertidos, como o sobre as agruras da filmagem de Kuarup. Em 2010, passou a colaborar com o caderno Poder da Folha de S.Paulo, abordando temas políticos e culturais. A coletânea inclui ainda um texto inédito, “Despedida”, no qual Fernanda compartilha a dolorosa experiência da morte de seu pai. “As crônicas aqui reunidas contam a história do meu noviciado”, diz a autora, destacando a concisão e o tom pessoal como lições aprendidas no jornalismo.
Sete anos
Companhia das Letras
177 páginas
A glória e seu cortejo de horrores
Em A glória e seu cortejo de horrores, segundo romance de Fernanda Torres, mergulhamos na trajetória de Mario Cardoso, um ator que vai do auge como astro de telenovelas à queda ao encenar uma versão de Rei Lear. O livro percorre décadas da vida artística de Mario, desde o teatro político e o Cinema Novo dos anos 60 até a fama televisiva e o declínio no mundo hiperconectado. Com humor ácido e um olhar franco, Fernanda Torres constrói um retrato corrosivo de uma geração que viu suas ideias de arte sucumbirem ao mercado e às próprias ilusões, mesclando comédia de erros e reflexões sobre a natureza do sucesso e do fracasso.
A glória e seu cortejo de horrores
Companhia das Letras
212 páginas