
Em Não Me Deixe Só, Claudia Rankine, poeta, ensaísta e dramaturga jamaicana, oferece um petardo lírico sobre os temas que definem a sociedade contemporânea, especialmente nos Estados Unidos. O livro mergulha nas tensões raciais, no estado quase permanente de guerra, na influência avassaladora da televisão e no uso excessivo de medicamentos para alterar estados emocionais. Rankine utiliza a chamada “poesia documental” para construir uma autobiografia e crônica dos anos Bush, cujos textos ressoam profundamente no contexto atual, independentemente de quem esteja no poder.
A autora explora o que corrói a vida nos EUA: a obsessão por imagens, a publicidade desenfreada e um sistema de justiça que opera em duas velocidades, dependendo da condição social e, principalmente, da cor da pele. Com uma escrita híbrida entre poesia e prosa, Rankine descreve de forma lírica e incisiva a realidade, revelando as feridas abertas de uma sociedade marcada pela desigualdade e pela opressão.
Não Me Deixe Só é uma obra que desafia o leitor a refletir sobre as estruturas de poder e as dinâmicas sociais que moldam o mundo contemporâneo. Rankine, vencedora da MacArthur Fellowship em 2016, confirma seu lugar como uma das vozes mais importantes da literatura atual, capaz de unir beleza literária e crítica social de forma impactante.
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Título: Não Me Deixe Só
Autora: Claudia Rankine
Tradução: Maria Cecilia Brandi
Editora: Todavia
Número de páginas: 184